Espondilite Anquilosante

Dor lombar com rigidez matinal? Pode ser espondilite anquilosante

Receber o diagnóstico de espondilite anquilosante (EA) costuma ser um choque.
Muitos homens jovens escutam por anos que têm apenas uma “dor nas costas comum”, passam por vários ortopedistas e, de repente, descobrem que há uma doença autoimune crônica por trás daquele desconforto que não passava.

Se esse é o seu caso, saiba que você não está sozinho e que a EA tem tratamento e controle.
Este texto foi escrito para ajudá-lo a entender o que está acontecendo com seu corpo e o que você pode fazer a partir de agora.

A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória autoimune que afeta principalmente a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas (na base das costas).
Ela ocorre porque o sistema imunológico, por motivos ainda não totalmente compreendidos, ataca as articulações, gerando inflamação, dor e rigidez.

A doença é mais comum em homens jovens (geralmente entre 20 e 40 anos) e está frequentemente associada à presença do gene HLA-B27, embora nem todos os portadores desenvolvam a condição

Um dos motivos pelos quais o diagnóstico da EA costuma demorar é a confusão com dor lombar mecânica (como hérnia de disco ou má postura).

Mas a dor inflamatória tem características próprias:

• Surge antes dos 45 anos;
• Piora com o repouso e melhora com o movimento;
• Acorda a pessoa durante a madrugada;
• Vem acompanhada de rigidez matinal que dura mais de 30 minutos.

Se você reconhece esse padrão, não é “frescura” é o comportamento típico da inflamação na espondilite.

Muitos pacientes têm medo da chamada “coluna em bambu”, termo antigo usado para descrever casos graves e sem tratamento.

Mas isso é exceção hoje em dia.

Com diagnóstico precoce e uso correto dos medicamentos, a progressão da doença pode ser controlada.
A maioria das pessoas mantém mobilidade, postura e independência.

Fazer acompanhamento regular e manter uma rotina ativa é o segredo para preservar a flexibilidade e evitar rigidez.

O tratamento da espondilite anquilosante tem três pilares principais:

1. Medicamentos

• Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são o primeiro passo para controlar a dor e rigidez.
• Terapias biológicas (como anti-TNF e anti-IL-17) são usadas quando o controle não é suficiente com AINEs.
• O objetivo é reduzir a inflamação e prevenir danos estruturais.

2. Exercícios e fisioterapia

• O movimento é parte essencial do tratamento.
• Exercícios de alongamento, fortalecimento e respiração ajudam a preservar a postura e a flexibilidade da coluna.
• Atividades como natação, pilates e caminhada são excelentes aliadas.
É comum o medo dos efeitos colaterais, especialmente dos biológicos.
Mas é importante saber: esses medicamentos são seguros e amplamente estudados.

Com acompanhamento médico regular e exames periódicos, o risco de complicações é baixo e os benefícios, enormes.

Muitos pacientes voltam a praticar esportes, viajar, trabalhar e viver sem dor constante.

Hoje, com os avanços no diagnóstico e nos tratamentos biológicos, a maioria dos pacientes com EA vive plenamente, com boa mobilidade e controle da dor

Estou aqui, cuidando da sua saúde de uma forma ampla

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